SEXO, CRIME E MENTIRAS. Nessa ordem, tenho analisado vários recursos em que há o seguinte quadro: casal mantém relação sexual. A moça, por variadas razões, em particular, para não contar a verdade à família, mente, dizendo ter sido estuprada. Torna-se CRIME o que era ato pacífico e consensual. Passa-se o inquérito, atinge-se a instrução e até mesmo a condenação. Por sorte, consegue-se desvendar a armação antes do trânsito em julgado. Um dos últimos processos espelhou situação bizarra, em que converti o julgamento em diligência para ouvir novamente a vítima. Ela disse que MENTIU, pois temia passar por "vagabunda". Absolveu-se o réu. Questões: a) o estigma do sexo ainda envolve a mulher de maneira intensa, impulsionando à mentira para esconder um mero envolvimento sexual? b) acreditar piamente na palavra da vítima pode ser um tortuoso caminho ao erro judiciário? c) quantos não estão condenados por casos semelhantes, porém não desvendados? O levantamento dessas questões nada tem a ver com o ESTUPRO AUTÊNTICO contra a mulher. Está-se no contexto do crime encenado ou armado.
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